quarta-feira, 11 de agosto de 2010

[O Teatro Mágico em Palavras] - A Fé em Nós

Muito lindoooo!!!

Vídeo de Marcos Farion inspirado no conto de Maíra Viana que, por sua vez, se inspirou na música de Fernando Anitelli.




Interpretação: Déinha Lamego
Participação especial: Rober Tosta
Direção: Marcos Farion
Texto: Maíra Viana
Trilha: A Fé Solúvel (Fernando Anitelli), por Kléber Saraiva.
Colaboração: Fernando Anitelli, Kléber Saraiva, Rober Tosta, Jéssica da Paixão, Vinicius Campos e Denis Arashiro.

Vídeo Independente.
Livro Independente.
Música Independente.

São Paulo/SP - 11/12/08

terça-feira, 10 de agosto de 2010

CARTA PARA ALGUÉM BEM PERTO



Como ter uma visão além do que nos é oferecido? E como não ficar tristonho em dias cinzas que nos obrigam a permanecer calados, levando conosco uma indecisão da qual temos várias dimensões, mas só uma nos é permitida. Como agir certo quando lidamos com a parte mais sensível e verdadeira que habita dentro de nós? Como agir com o próprio sentimento ligado ao sentimento alheio, que por certa vez, não deveria ser assim? Mas, se ninguém sabe ao certo como realmente deveria ser, então é hora de dizer, de agir, de viver esta loucura com grande intensidade. De viver tudo de novo, mas de maneira diferente, com novos medos e novos prazeres. Nestas situações, sentimos o gosto amargo da liberdade queimar sobre nossos atos, que nos direcionam à liberdade de expressão, de olhar no olho e dizer sem medo que tais palavras queimem em nossos lábios. Mas, cuidado para não machucar o outro, pois o outro (independente de quem e como seja) é a peça rara para nossa vida e, como já lhe fizeram sofrer, talvez sem que você tenha a intenção, alguém sofrerá com a sua próxima decisão, e alguém irá sorrir diante dela.
Mas, um dia você aprende que sentir pena é o sentimento mais triste, frio e covarde que você pode sentir em uma convivência. E passa a enxergar que o que você realmente quer é gostar de alguém, e não ter pena da mesma.
Chegará a hora que você pensará que toda idéia fixa cultivada durante todos estes anos, chegou ao fim. E quando tudo isto despertar em você, não se maltrate, pois a dor é equivalente a espera de quem nunca irá chegar, a ansiedade de receber uma carta que sequer foi escrita, e é como um beijo de boa noite que sequer chegou à sua face. E é uma pena que muitas pessoas precisem trilhar os nossos rastros para encontrar seu próprio caminho, e diante de tudo isso se acomodam conosco, e nada são quando nossas pegadas não as pertencem mais.
Texto Criado por: Débora Pires (DébyWeb)

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

PENSAMENTOS DE UM DIA COMUM(II)



Tem um espaço dentro do vazio. Um vazio que ninguém quer conhecer é sinônimo de solidão, parece estranho, parece frio. Para onde será que todos vão quando todos têm que ir? E o hoje parece ser um dia de confusão. O medo estampado em plena luz do dia, quase ninguém se sente seguro, a maioria se sente só. Como se estivéssemos matando uma planta que acabara de nascer, ou tirando com a mão toda a dor, e implorando que ela nunca mais volte.
Aqui o tempo escorre entre as mãos e, em questão de segundos, o medo fala ao pé do ouvido. Sou guiada rumo ao acaso de simples motivações. E neste momento não sei se sou o que sou, se sou o que deveria ser, ou se sou o que os outros querem que eu seja. Então, observo a cada dia a minha história entre linhas, nas marcas de expressão, na flacidez de minha pele que envelhece dia após dia. E não, não quero ser esteticamente correta.
Texto Criado por: Débora Pires (DébyWeb)

HOJE ANTES QUE ACABE (II)


Prometo sempre te levar comigo aonde quer que eu vá. Prometo sempre lembrar os melhores momentos juntos. Do teu sorriso, do teu perfume e do teu olhar. E me desculpe por eu não conseguir prometer esquecer o passado que você magoou. Pois só assim posso distinguir o real do ilusório, mas mesmo assim eu te amo.
Sua rebeldia repentina me faz parar para pensar, e logo me perguntar o que vi em você, o que em mim despertou e fez notável o seu olhar tão próximo de mim. E, mesmo longe, muito longe, será lembrado.
Os dias chuvosos trazem você para perto de mim e, quando me sinto só, na escuridão da noite, lembro de sua voz. A ilusão me faz ouvir o telefone tocar, com você dizendo: “olá, me desculpe por te acordar, mas só liguei para desejar boa noite.” Me sento, respiro fundo, e só o que vejo são as minhas lembranças. Texto Criado por: Débora Pires (DébyWeb)