quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Liberte-se!

A desorganização me prende sem pena. Diga-se de passagem, que o fim pode chegar de repente, rente aos meus olhos... Não, eu não sofro de ansiedade e precipito as coisas, mas, de fato, minha lógica não está em “início, meio e fim”!
E como classificar de fato o que é lógico pra mim se diante de situações controversas me prendo no “será” de várias questões. Acordar, o suceder das horas, as obrigações diárias, a noite, o sono. Ciclos... Tudo isso pode parecer de fato natural, talvez algo que eu tenho que acostumar, tentarei relaxar nas próximas horas e sentir a leveza deste dia que ainda não acabou, tentarei só desta vez me livrar das regras do meu dia a dia, e ausência da mesma me libertará até que o novo amanhecer retorne, e o som puro de uma flauta irei imaginar, pq a imaginação traz o que eu não tenho pra perto de mim. É o alimento de um não, vindo em forma de sim.
Vou calçar os sapatos e inverter os lados. Por que não? É um segredo que eu guardo do mundo, muito certinho. Eles não vêem a simplicidade que está diante dos olhos por que se acostumaram a aceita-la, se acostumaram a uma regra que estabelece o que deve ser e como deve ser. Estou fora disso. Meu compromisso é o oposto de tudo que se vê por ai, estou cansada de tanta pressão temporário mudando meu rumo....
E tem certos dias que eu me encontro em manutenção provisória....
Ao contrário das maquinas, que precisam ser abertas, me fecho em mim e me esmiuço. E como quando se conhece alguém é preciso dar-se nomes, esqueço meus rótulos, deixo tudo fora do sistema real chamado vida, e tudo é diferente quando se tem uma carta na manga. Aquela luz que te torna singular.

Meu segredo está em não fazer as coisas exatamente como devem ser feitas. Mudando uma vírgula de lugar, tirando um ponto, colocando outro. Olhando pelo lado inverso e Trançando-o. Isto é mais que natural em mim. Pode não parecer, mas tudo isso é como um suspiro em silêncio, e pra onde será que foi o ruído do meu peito? Minhas lágrimas parecem secar e meu desejo incontrolável de ver tudo como eu sempre quis me esmaga e me coloca de frente ao espelho. Será um Reflexo?
O estar aqui e em algum outro lugar, em outro alguém. Sendo de outra forma e parecendo ser como se é. Mistério e graça, pontuados em cada centímetro de minha retina. Que volta e meia se depara com o vomito sarcástico de palavras estranhas.
Mas eu sei, eu sei, que o outro me consome e me conforta de uma maneira gélida quando chega ao meu alcance, é uma metade que me completa. Sou eu, minha face oculta, contrária, paradoxal. Tão livre... Acorda enquanto durmo, se levanta enquanto deito, ri enquanto eu choro. Ilumina e toma conta do caminho quando fecho meus olhos pensando "este mundo valerá mesmo a pena?" ou um sentimento amargo de pena pousará sobre mim? Será fuga, ou trauma? Quais e quem são os anjos e os demônios??? Devo dizer que nada sei, e se sei talvez não caiba a você saber o segredo que guardo aqui. Talvez seja uma exposição contrária do que resta no tempo em que me falta.

Texto Criado via Msn(hehehe) por: Débora Pires(DébyWeb) & Joey Marrie do Blog :
http://joeymarrie.blogspot.com/

Um comentário:

  1. bem, débora...
    o que posso dizer depois de tantas profundezas?
    beleza, espanto, feiúra contraditória do humano enriquecido, riso, filosofia, paixão escorrendo dos poros em lágrimas, em sangue, em arrepio...
    poesia, poetisa!
    obrigado pelo retorno e parabéns pelos textos e pelo conjunto do teu blog!
    sou, além de escritor, músico.
    assim que tiver algum som meu pronto, anunciarei no blog.
    segue acompanhando!
    beijo!

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